O mito da compaixão
Certa vez eu assisti a um vídeo de um profissional comentando sobre jejum intermitente e um dos motivos que o levou a praticá-lo foi um sentimento de compaixão aos menos favorecidos. Eu até cheguei a praticá-lo por um tempo, porém, discordo do suposto sentimento de compaixão. Veja bem, não seria mais sensato a pessoa se alimentar muito bem e também esperar que os menos favorecidos também consigam comer de forma digna?
Durante um tempo, por causa da correria, cheguei a me alimentar duas à três vezes ao dia. Porém, uma hora o corpo pede arrego! Subi para quatro refeições diárias com desjejum, almoço, café da tarde, e janta. E desde quinta-feira inseri a ceia como quinta refeição diária.
E nem por isso deixei de ter compaixão por quem não tem acesso à uma alimentação digna.
Novamente, não seria mais sensato o Governo e a Igreja acolherem os menos favorecidos provendo alimento de qualidade e uma vida digna que os conduza ao mercado de trabalho? Seria utopia? Ou esta preocupação apenas ganha voz durante o período eleitoral e nada de concreto é feito para virar o jogo?
O mapa da fome no Brasil e a erradicação da miséria não são novidades para ninguém. Basta circular pelos grandes centros urbanos por esse Brasilzão de meu Deus. Sem falar que é um dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas (ONU).
E tenho para mim que esse mito da compaixão é apenas balela de burguês que precisa sempre inventar moda para fugir da realidade e não propor soluções efetivas para dizimar a fome de quem mais precisa. Aí o que resta é o mito da compaixão do jejum intermitente e do veganismo por quem tem compaixão dos animais. Completo absurdo! Onde já se viu? Desde a criação que os animais estão separados em domésticos e para alimentação. Sem contar que o couro dos animais também é utilizado para tapeçaria, roupas, e sapatos. E recentemente soube que também para pergaminhos! Não é incrível?
Um colega de classe certa vez disse que o que falta é vontade política, concordo! Parece que sempre é mais do mesmo e ninguém defende nada em prol daqueles menos favorecidos. Parece colocar carne no prato de vegano...