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Peripécias políticas

Coisa que não me entra na cabeça é porque bons conselhos não são ouvidos e maus, fofocas, e tudo aquilo que vai contra a ordem e o progresso da nação se tornam prato cheio aos ouvidos de políticos. Parece que ansiosos por uma fofoquinha o ouvido chega a comichar. E o comichão na barriga daqueles que passam fome, a coceira por falta de banho, e em dúvidas se viverão mais um dia é a realidade daqueles ao relento e esquecidos pelo Poder Público, pelos políticos. Se não ouvem o bem que lhes é dito também não possuem olhos para ler aquilo que lhes é apresentado para o bem comum e se deixam levar por picuinhas, narrativa falsas, que servem para inflar os seus egos já inflados e se sentirem melhores contra aqueles que ousam humildemente trocar uma palavrinha que possa orientá-los a algo que beneficiará a todos. Ego inflado gera prepotência e algo que insisto reiteradamente é que voto não significa filiação partidária e muito menos subordinação. Se a política é sinônimo de relações humanas...

Se com limões se faz limonada, juntando cachaça se tem?

Se a vida te der limões, faça uma limonada! E se a vida te der Rio Negro & Solimões? Cante uma moda de viola. Sertanejo combina com churrasco, pinga, gelada, e gente animada. Se o churrasco vem da carne de gado, suína ou de ave, a loira gelada vem da água, malte, lúpulo e da levedura. E a pinga? Da cana-de-açúcar? Que da cana pode ser extraído o caldo de cana muito apreciado pela bancada evangélica que não bebe e não mente e também apreciada por aqueles perdidos no mundo amantes de uma cachacinha. “A cachaça é encontrada na cultura brasileira sendo um dos símbolos culturais mais emblemáticos do Brasil. Esta bebida, produzida a partir da cana-de-açúcar, possui um papel preponderante na história e na identidade do país. Conhecida popularmente como ‘pinga’, ‘aguardente’, ou simplesmente ‘caninha’, a cachaça transcende o simples ato de consumo, englobando tradições, festividades e um mercado robusto repleto de variedades¹.” Se com limões se faz limonada, juntando cachaça se tem? Aí...

Nem tudo é o que parece ser

O Sitcom animado dos “Os Simpsons” sempre fez um estrondoso sucesso mundial. Também pudera, faz chacota do estilo norte-americano de ser e mais ainda de outras nacionalidades. Se os EUA (Estados Unidos da América) é ruim, tratam de esculachar com a percepção do mundo sobre outro país. E o brasileiro acostumado a ser ridicularizado, aceita os rótulos e ainda agradece. Afinal, a arte imita a vida e vice-versa! Ainda de férias eu subi a serra com a minha família para passarmos o Natal e Ano-novo com parentes em Canoinhas, no Planalto Norte catarinense, mais especificamente na região do Vale do Contestado. Contrário ao fluxo de final de ano ao invés de descer para bc nós subimos a serra. Tomando a BR-101 sentido Norte passamos por Barra-Velha, Araquari, Guaramirim, Jaraguá do Sul, subimos a Serra do Mar e paramos para tomar um caldo de cana. Em seguida, mais subida. Passando por São Bento do Sul, Rio Negrinho, Campo Alegre, Mafra, Três Barras, e enfim, Canoinhas! E no caminho e arredor...

Comer pra quê?

Ainda ontem eu publiquei um comentário sobre como é possível a insegurança alimentar atingir quem produz o que comemos. Se o produtor rural é quem coloca o alimento na mesa do brasileiro e alimenta o mundo, como é possível que ele esteja passando fome? Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), alerta para o fato de a insegurança alimentar afetar 34,5% das residências em áreas rurais e 26,7% em cidades.   Se já não bastasse a insegurança alimentar o agricultor ainda sofre com a desinformação em sociedade sobre quem produz o que ele come, falta de subsídios do governo, e falta de infraestrutura para escoar o que é produzido às rodovias, ferrovias e portos do Brasil que o colocam na posição de celeiro do mundo.   Falando em desinformação... Aonde deveria ser o local em que a pessoa ingressa para obter conhecimento, ao fim o estudante universitário em universidades públicas acaba sendo soterrado...

Os dois lados da moeda

Ontem eu decidi esticar mais as pernas e pedalar até aonde o meu senso de direção me levasse. Segui pela Avenida Beira-Mar do Centro, passei pelo bairro Gravatá de Navegantes, cheguei ao Gravatá de Penha e lá tomei a rotatória sentido bairro Santa Lídia. Meio perdendo, meio me encontrando cheguei no bairro Pedreiras e memórias me vieram a mente. Mais à frente paro no Parque Natural Municipal das Pedreiras onde se encontra Gruta de Nossa Senhora de Guadalupe. Contemplei a paisagem e bebi água da fonte. Montei na bicicleta novamente e por ali é uma delícia pedalar apesar da falta de acostamento e ciclofaixas. Subidas e descidas que tornam o trajeto divertido! O recém inaugurado Parque das Pedreiras me surpreendeu por ainda estar iluminado e com água para beber na fonte. De uns tempos para cá a prefeitura sofreu em manter postes iluminados e grutas, torneiras, e chuveiros em espaços públicos com água fruto da depredação de meliantes. Infelizmente, ainda existem indivíduos desta espécie. E...

O celeiro do mundo passa fome

Circula nas redes sociais um vídeo comparando o poder de compra nos EUA e no Brasil. No vídeo o rapaz compara o preço de uma caminhonete no Brasil e quantas caminhonetes é possível comprar nos States (Estados Unidos da América). Não bastando a vergonha de poder ter uma caminhonete “zero bala” à preço de “segunda mão” o “infeliz” ainda compara os impostos e o custo para fazer a máquina rodar – o combustível. Não é de hoje que comparações entre poder de compra são feitos entre os países. Você já ouviu falar no Índice Big Mac? Não?! Mas já comeu um Big Mac em uma das franquias da rede McDonald's, certo? “O Índice Big Mac, criado pela revista The Economist em 1986, é uma forma lúdica e informal de medir a paridade do poder de compra entre as moedas de diferentes países. Por isso, ele também é considerado um índice de inflação. [...] o bem utilizado para a comparação é o Big Mac, o popular hambúrguer vendido pelo McDonald’s presente em muitos países ao redor do mundo. O índice compara o...

"Casa do Saber"

“Polo do conhecimento”, “Casa do saber”, “a elite da sociedade” são expressões que ficaram no passado e no currículo daqueles que se gabam por ter um título acadêmico. De uns tempos para cá possuir um canudo não basta é preciso saber utilizá-lo e colocar o seu conhecimento à serviço da sociedade. E quando o assunto são universidades públicas, então?! Nem se fala! A pecha de que o ingresso sairá um egresso mudado é válida – mudado para pior. Basta assistir aos vídeos, ver as fotos, ouvir e ler os comentários de quem estuda, leciona ou é servidor público nestes estabelecimentos. É uma pena que universidades públicas tenham angariado esta fama e não é de ontem. E o que me deixa pasmo é que boa parte do corpo docente e discente vem de boa família, nunca precisou se preocupar em pagar uma conta de água, energia elétrica, gás, e muito menos ajudar seus familiares em atividades domésticas. Seria este o “berço esplêndido” cantado no hino nacional brasileiro? Em face de poucas preocupações o qu...