Os dois lados da moeda

Ontem eu decidi esticar mais as pernas e pedalar até aonde o meu senso de direção me levasse. Segui pela Avenida Beira-Mar do Centro, passei pelo bairro Gravatá de Navegantes, cheguei ao Gravatá de Penha e lá tomei a rotatória sentido bairro Santa Lídia. Meio perdendo, meio me encontrando cheguei no bairro Pedreiras e memórias me vieram a mente. Mais à frente paro no Parque Natural Municipal das Pedreiras onde se encontra Gruta de Nossa Senhora de Guadalupe. Contemplei a paisagem e bebi água da fonte. Montei na bicicleta novamente e por ali é uma delícia pedalar apesar da falta de acostamento e ciclofaixas. Subidas e descidas que tornam o trajeto divertido!

O recém inaugurado Parque das Pedreiras me surpreendeu por ainda estar iluminado e com água para beber na fonte. De uns tempos para cá a prefeitura sofreu em manter postes iluminados e grutas, torneiras, e chuveiros em espaços públicos com água fruto da depredação de meliantes. Infelizmente, ainda existem indivíduos desta espécie. E apesar dos pesares o Poder Público se faz presente e é maior que uma minoria que insiste em depredar e não valoriza aquilo que lhes é servido.  Custa-me acreditar no quanto há gente dessa estirpe espalhada por aí. Porque, veja bem, em minhas andanças por municípios catarinenses percebi o mesmo “modus operandi” em outras localidades. Florianópolis foi elevada à enésima potência da podridão. Nunca presenciei tanta esculhambação à céu aberto em praça pública afrontando a sociedade civil organizada. “É de cair o cú da bunda”.

Se no livro de Gênesis “Deus disse ‘Faça-se a luz!’. E a luz foi feita (Gênesis 1:3)” é uma lástima que ainda há locais sem energia elétrica. E aqui não me refiro as regiões distantes do navegantino, basta observar com um outro olhar ao seu redor. Ontem me surpreendi com as obras de infraestrutura rodoviária ao longo da BR-470 em Navegantes que trarão fluidez ao fluxo de veículos, no entanto, abismei-me com a falta de sinalização a noite e de iluminação na ciclovia para aqueles que caminham, pedalam, e circulam pela região. É um breu! Ainda que haja várias empresas instaladas e se instalando as margens da rodovia o mínimo para aqueles que vivem nas redondezas é escasso.

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