Peripécias políticas

Coisa que não me entra na cabeça é porque bons conselhos não são ouvidos e maus, fofocas, e tudo aquilo que vai contra a ordem e o progresso da nação se tornam prato cheio aos ouvidos de políticos. Parece que ansiosos por uma fofoquinha o ouvido chega a comichar. E o comichão na barriga daqueles que passam fome, a coceira por falta de banho, e em dúvidas se viverão mais um dia é a realidade daqueles ao relento e esquecidos pelo Poder Público, pelos políticos.

Se não ouvem o bem que lhes é dito também não possuem olhos para ler aquilo que lhes é apresentado para o bem comum e se deixam levar por picuinhas, narrativa falsas, que servem para inflar os seus egos já inflados e se sentirem melhores contra aqueles que ousam humildemente trocar uma palavrinha que possa orientá-los a algo que beneficiará a todos.

Ego inflado gera prepotência e algo que insisto reiteradamente é que voto não significa filiação partidária e muito menos subordinação. Se a política é sinônimo de relações humanas, conhecer o ser humano é de suma importância, e entender quem realmente precisa do serviço público para que possa galgar uma melhor posição socioeconômica é fundamental. Do outro lado da moeda há de se considerar que muitos não seguirão o seu conselho. Por isso é importante antes de sair proferindo conselhos aos quatro ventos, caluniando e difamando alguém, ouvi-la.

Certa vez o pai de uma aluna em sala de aula disse que “o óbvio precisa ser dito” e nisso acredito piamente que em face de tanta calúnia, desinformação, Fake News, fofoca, picuinha, difamação – o termo é livre e chame do que melhor lhe servir – o voto no Brasil deve ser facultativo.

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